Capítulo IV – Xeque
–Mate
Pelo testemunho de Joshua, do clã Brujah.
Mais
um dia mal dormido, como se isso fosse novidade nessa vida amaldiçoada que
levamos, apesar de que se tornou cada vez mais problemática à medida que
adentramos a loucura que é a cidade de Chicago. Após sonhos estranhos acordei
preso em um alçapão com o grupo de malucos que foram arrastados junto comigo,
consigo escutar pessoas acima de nós, provavelmente um grupo de policiais que
deu azar no sorteio do palitinho. Temos apenas alguns dias, não me lembro de
quantos, a Allison, que é quem presta atenção nos que as pessoas falam, deve
saber, por isso a prioridade era sair do alçapão o mais rápido possível e sem
chamar a atenção dos tiras.
Sig,
a gangrel histérica que tentou enfiar uma faca na minha cabeça na noite
passada, virou fumaça e desapareceu, bem legal e bom que alguém consegui sair
facilmente desse buraco. Tentamos sair do alçapão, eu, Alisson e o francês que
pode ter ou não caído de um avião. Eu e o francês passamos despercebidos, porém
Alisson foi pega e tentou passar uma lorota inacreditável nos tiras, algo sobre
brisadeiros e um tal de Rodrigo ter armado para ela, porém não colou e levaram
ela para delegacia. Encontramos a Sig fora do 7eleven e fomos de táxi buscar o
trailer, aquele mesmo trailer que ela largou fora do estádio do Bears e que não
me deixou entrar nem para salvar a minha pele.
Após pegar o trailer da Sig fomos à delegacia
tentar tirar a Alisson de lá, o que não seria fácil considerando a quantidade
de policiais naquele local e o fato dela ter alegado ter ido lá vender drogas.
Eu e o francês entramos na delegacia, por ser expolicial eu tomei a liderança e
fui falar com secretária, voz estridente e quase foi morta pela besta interior que
estou pensando em apelidar de Lary, para rimar com Gary, mas isso é conversa
para outra hora. Conversei com tenente Brick, babaca de marca maior, que
basicamente quer informações sobre um assassinato que ocorreu no 7eleven onde o
corpo foi encontrado sem sangue algum, até tenho resposta para isso, e
estabeleceu uma fiança de 10.000 dólares, falei para Allison o que ele queria
realmente e sai para dividir o que tinha acontecido com o francês e com a Sig.
Foi
aí que as coisas começarem a ficar interessante, como a minha querida besta
Lary estava atacada, Sig teve a ideia, brilhante como sempre, de abrir o pulso
e me oferecer do seu sangue o que claro acabou em desastre. Lary tomou o
controle e destruí o trailer da Sig, não me arrependo disso, e matei um inocente
na rua, disso me arrependo e gera preocupação porque cada vez a besta toma
conta da minha pessoa e a pergunta de quanto isso arranca da minha pessoa cada
vez que ocorre paira na minha cabeça.
Voltamos para a delegacia e Alisson conseguiu
sair sozinha da delegacia, continua me impressionando, resolvemos nos dividir
para tentar cobrir mais terreno nessa noite e achar logo o príncipe. O francês
e Sig foram para o hospital e eu e a Alisson fomos falar com Scott, que é um
repórter de um tablóide chamado “A Verdade” (sei o que está pensando, quem é
tão presunçoso de chamar um tablóide de “A Verdade”?).
Chegamos lá e o Scott tinha cara de um
jornalista maluco, o que já era esperado, tinha diversas informações
interessantes. Ele falou sobre um culto no bosque e no 7eleven, porém o mais
curioso era que ele sabia sobre vampiros e acreditava na existência deles e
ficou mais estranho quando a Alisson compartilhou informações e basicamente o
transformou no seu novo contato.
Fomos para o hospital ajudar o francês e a
Sig, onde havia um ancião sendo preso e torturado. Em minha opinião, devíamos
deixar isso quieto, já tínhamos problemas demais, porém outras pessoas, Sig,
decidiram invadir o local. Arranquei a porta, dispararam vários alarmes, vários
lasers no local, uma verdadeira bagunça. O francês e Sig conseguiram descer com
a múmia, apelido carinhoso que dei para o ancião, e do NADA acordamos em Gary.
Só tínhamos uma noite para achar o príncipe
por isso voltamos para a floresta do culto em Chicago, após me darem um gole do
sangue foda. Chegando lá pulamos uma cerca e nos aproximamos do culto, fui
atacado por um BODE, e a pancadaria comeu. Eu e Sig matamos vários dos malucos
do culto, enquanto Alisson e o francês tentaram libertar o príncipe.
Conseguimos sair vivos de mais uma e prendemos o cara que tinha prendido o
príncipe que tentou virar um rato para escapar, porém fomos mais rápidos e o
matamos.
Após achar o príncipe para provar que éramos
inocentes, no direito de vampiro é culpado até se provar o contrário, tivemos
uma cerimônia “obrigada seus bostas, por me salvarem, porém não esqueçam que
continuam sendo bostas”, onde o príncipe falou que devia um favor para gente e
deixou a gente ir embora.
Apesar
de tudo a sensação de que tudo é um jogo em qual nem peões somos não vai embora
e noites sombrias, metaforicamente e literalmente, estão por vim.
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Quem era o pessoal do culto?
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Como eles conseguiram manter preso um ancião?
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Quem era o ancião do hospital?
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