segunda-feira, 30 de dezembro de 2019


Capítulo IV – Xeque –Mate
 Pelo testemunho de Joshua, do clã Brujah.

Mais um dia mal dormido, como se isso fosse novidade nessa vida amaldiçoada que levamos, apesar de que se tornou cada vez mais problemática à medida que adentramos a loucura que é a cidade de Chicago. Após sonhos estranhos acordei preso em um alçapão com o grupo de malucos que foram arrastados junto comigo, consigo escutar pessoas acima de nós, provavelmente um grupo de policiais que deu azar no sorteio do palitinho. Temos apenas alguns dias, não me lembro de quantos, a Allison, que é quem presta atenção nos que as pessoas falam, deve saber, por isso a prioridade era sair do alçapão o mais rápido possível e sem chamar a atenção dos tiras.
Sig, a gangrel histérica que tentou enfiar uma faca na minha cabeça na noite passada, virou fumaça e desapareceu, bem legal e bom que alguém consegui sair facilmente desse buraco. Tentamos sair do alçapão, eu, Alisson e o francês que pode ter ou não caído de um avião. Eu e o francês passamos despercebidos, porém Alisson foi pega e tentou passar uma lorota inacreditável nos tiras, algo sobre brisadeiros e um tal de Rodrigo ter armado para ela, porém não colou e levaram ela para delegacia. Encontramos a Sig fora do 7eleven e fomos de táxi buscar o trailer, aquele mesmo trailer que ela largou fora do estádio do Bears e que não me deixou entrar nem para salvar a minha pele.
 Após pegar o trailer da Sig fomos à delegacia tentar tirar a Alisson de lá, o que não seria fácil considerando a quantidade de policiais naquele local e o fato dela ter alegado ter ido lá vender drogas. Eu e o francês entramos na delegacia, por ser expolicial eu tomei a liderança e fui falar com secretária, voz estridente e quase foi morta pela besta interior que estou pensando em apelidar de Lary, para rimar com Gary, mas isso é conversa para outra hora. Conversei com tenente Brick, babaca de marca maior, que basicamente quer informações sobre um assassinato que ocorreu no 7eleven onde o corpo foi encontrado sem sangue algum, até tenho resposta para isso, e estabeleceu uma fiança de 10.000 dólares, falei para Allison o que ele queria realmente e sai para dividir o que tinha acontecido com o francês e com a Sig.
Foi aí que as coisas começarem a ficar interessante, como a minha querida besta Lary estava atacada, Sig teve a ideia, brilhante como sempre, de abrir o pulso e me oferecer do seu sangue o que claro acabou em desastre. Lary tomou o controle e destruí o trailer da Sig, não me arrependo disso, e matei um inocente na rua, disso me arrependo e gera preocupação porque cada vez a besta toma conta da minha pessoa e a pergunta de quanto isso arranca da minha pessoa cada vez que ocorre paira na minha cabeça.
 Voltamos para a delegacia e Alisson conseguiu sair sozinha da delegacia, continua me impressionando, resolvemos nos dividir para tentar cobrir mais terreno nessa noite e achar logo o príncipe. O francês e Sig foram para o hospital e eu e a Alisson fomos falar com Scott, que é um repórter de um tablóide chamado “A Verdade” (sei o que está pensando, quem é tão presunçoso de chamar um tablóide de “A Verdade”?).
 Chegamos lá e o Scott tinha cara de um jornalista maluco, o que já era esperado, tinha diversas informações interessantes. Ele falou sobre um culto no bosque e no 7eleven, porém o mais curioso era que ele sabia sobre vampiros e acreditava na existência deles e ficou mais estranho quando a Alisson compartilhou informações e basicamente o transformou no seu novo contato.
 Fomos para o hospital ajudar o francês e a Sig, onde havia um ancião sendo preso e torturado. Em minha opinião, devíamos deixar isso quieto, já tínhamos problemas demais, porém outras pessoas, Sig, decidiram invadir o local. Arranquei a porta, dispararam vários alarmes, vários lasers no local, uma verdadeira bagunça. O francês e Sig conseguiram descer com a múmia, apelido carinhoso que dei para o ancião, e do NADA acordamos em Gary.
 Só tínhamos uma noite para achar o príncipe por isso voltamos para a floresta do culto em Chicago, após me darem um gole do sangue foda. Chegando lá pulamos uma cerca e nos aproximamos do culto, fui atacado por um BODE, e a pancadaria comeu. Eu e Sig matamos vários dos malucos do culto, enquanto Alisson e o francês tentaram libertar o príncipe. Conseguimos sair vivos de mais uma e prendemos o cara que tinha prendido o príncipe que tentou virar um rato para escapar, porém fomos mais rápidos e o matamos.
 Após achar o príncipe para provar que éramos inocentes, no direito de vampiro é culpado até se provar o contrário, tivemos uma cerimônia “obrigada seus bostas, por me salvarem, porém não esqueçam que continuam sendo bostas”, onde o príncipe falou que devia um favor para gente e deixou a gente ir embora.
Apesar de tudo a sensação de que tudo é um jogo em qual nem peões somos não vai embora e noites sombrias, metaforicamente e literalmente, estão por vim.  

·        Quem era o pessoal do culto?
·        Como eles conseguiram manter preso um ancião?
·         Quem era o ancião do hospital?

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