sexta-feira, 11 de outubro de 2019


Capítulo II- Teias Emaranhadas
Pela testemunha de Sigrún do Clã Gangrel.




Dadas as circunstâncias, eu esperava que tivéssemos mais problemas, sinceramente. Mas não é que foi uma noite passável? Nos encontramos na igreja, como combinamos. Dia de neve, frio acho, uma família tentava acender uma fogueira dentro do templo abandonado. Fomos logo para Chicago na minha caminhonete, ouvindo Siouxie (eu preciso deixar um dos meus outros CDs no porta-luvas, ouvir outra coisa de vez em quando). Dei uma manta para a família da fogueira antes de sair. Ninguém merece congelar de noite. Fomos prum tal de Succubus Club (achei que seria mais animado) para ver se conseguíamos ver por onde encontrar o príncipe de Chicago, mas logo a Allisson inventou de se esgueirar para fora e eu acabei dando carona para ela encontrar uma moça num restaurante. Uma amiga dela, acho. Ficaram um tempo batendo papo na mesa da janela, até que eu perdi interesse em assistir da rua e fui jantar. Imagino do que elas estavam falando… talvez tivesse sido interessante ver o que acontecia se eu entrasse e sentasse na mesa? Faz tempo que eu não tenho uma conversa longa com alguém vivo, sinceramente. Achei um camarada num bar de hotel, foi simples, rápido e direto. Espero que ele tenha dormido bem. Voltando à boate, logo o tal do Sir (deve ser dono do lugar) informou à Allisson (uma pessoa muito sociável, por sinal) que o príncipe, o Lodin (de onde vem esse nome?), não via ninguém havia anos e devíamos procurar um tal de Horace, num bar chamado Caverna. Aparentemente, enquanto estávamos fora o Jules e o Joshua inventaram de garantir que iriam numa conferência (reunião, rally?) do “Movimento” (Anarquistas, né). O Jules e o Joshua falaram com o Horace na caverna e marcaram de encontrar o Príncipe no Museu de História Natural de Chicago. Eles também conheceram o Houdini, aparentemente… Joshua deu fora logo em seguida – largou a gente para ir ver com os Anarquistas. Eu desejaria boa sorte se não tivesse visto o estado dele depois. A gente chegou no museu e encontrou o Nelly, cria de Lodin, que fingia ser o mesmo. O cara parecia um apresentador de televisão e usava uma gravata borboleta. Combinamos de esperar até o amanhecer no estádio dos Bears, na marca de 50 jardas. Demos um jeito de entrar no estádio – foi mais fácil para o Jules e pra Allisson do que para mim – e esperamos pelo campo. O Joshua deu as caras no estádio (ele deve ter visto meu trailer…). Ele tava lascado e queimado e eu lhe dei uma faca da minha bota e a chave da minha moto. Ele tinha uma cara de que queria tentar arrombar meu trailer, mas, sinceramente, eu só posso imaginar a merda que deve ter dado na parada dos anarquistas. Espero que ele tenha arranjado onde dormir. Bem, a madrugada terminou comigo, Jules e Allisson num helicóptero, dormindo. Eu gostaria que todas as noites fossem tranquilas como essa, mas acho que daqui só ladeira abaixo.

• Por que o príncipe de Chicago está sem ver ninguém há tanto tempo? ´
• Por que exatamente é proibido abraçar em Chicago há tanto tempo?
• Em que bagunça nos metemos?

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