Capítulo II- Teias Emaranhadas
Pela testemunha de Sigrún do Clã Gangrel.
Dadas as circunstâncias, eu
esperava que tivéssemos mais problemas, sinceramente. Mas não é que foi uma
noite passável? Nos encontramos na igreja, como combinamos. Dia de neve, frio
acho, uma família tentava acender uma fogueira dentro do templo abandonado.
Fomos logo para Chicago na minha caminhonete, ouvindo Siouxie (eu preciso
deixar um dos meus outros CDs no porta-luvas, ouvir outra coisa de vez em
quando). Dei uma manta para a família da fogueira antes de sair. Ninguém merece
congelar de noite. Fomos prum tal de Succubus Club (achei que seria mais
animado) para ver se conseguíamos ver por onde encontrar o príncipe de Chicago,
mas logo a Allisson inventou de se esgueirar para fora e eu acabei dando carona
para ela encontrar uma moça num restaurante. Uma amiga dela, acho. Ficaram um
tempo batendo papo na mesa da janela, até que eu perdi interesse em assistir da
rua e fui jantar. Imagino do que elas estavam falando… talvez tivesse sido
interessante ver o que acontecia se eu entrasse e sentasse na mesa? Faz tempo
que eu não tenho uma conversa longa com alguém vivo, sinceramente. Achei um
camarada num bar de hotel, foi simples, rápido e direto. Espero que ele tenha
dormido bem. Voltando à boate, logo o tal do Sir (deve ser dono do lugar)
informou à Allisson (uma pessoa muito sociável, por sinal) que o príncipe, o
Lodin (de onde vem esse nome?), não via ninguém havia anos e devíamos procurar
um tal de Horace, num bar chamado Caverna. Aparentemente, enquanto estávamos
fora o Jules e o Joshua inventaram de garantir que iriam numa conferência
(reunião, rally?) do “Movimento” (Anarquistas, né). O Jules e o Joshua falaram
com o Horace na caverna e marcaram de encontrar o Príncipe no Museu de História
Natural de Chicago. Eles também conheceram o Houdini, aparentemente… Joshua deu
fora logo em seguida – largou a gente para ir ver com os Anarquistas. Eu
desejaria boa sorte se não tivesse visto o estado dele depois. A gente chegou
no museu e encontrou o Nelly, cria de Lodin, que fingia ser o mesmo. O cara
parecia um apresentador de televisão e usava uma gravata borboleta. Combinamos
de esperar até o amanhecer no estádio dos Bears, na marca de 50 jardas. Demos
um jeito de entrar no estádio – foi mais fácil para o Jules e pra Allisson do
que para mim – e esperamos pelo campo. O Joshua deu as caras no estádio (ele
deve ter visto meu trailer…). Ele tava lascado e queimado e eu lhe dei uma faca
da minha bota e a chave da minha moto. Ele tinha uma cara de que queria tentar
arrombar meu trailer, mas, sinceramente, eu só posso imaginar a merda que deve
ter dado na parada dos anarquistas. Espero que ele tenha arranjado onde dormir.
Bem, a madrugada terminou comigo, Jules e Allisson num helicóptero, dormindo.
Eu gostaria que todas as noites fossem tranquilas como essa, mas acho que daqui
só ladeira abaixo.
• Por que o príncipe de Chicago
está sem ver ninguém há tanto tempo? ´
• Por que exatamente é proibido
abraçar em Chicago há tanto tempo?
• Em que bagunça nos metemos?
Nenhum comentário:
Postar um comentário